quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O mundo dá muitas voltas... isso é muito bom! rsrsrs


Quando comecei a pensar em trabalhar com autismo ainda estava na Faculdade de Artes do Paraná. Mas apesar de parecer impossível, consegui traçar um caminho que me levaria ao que queria.

Era difícil pensar como uma licenciada em artes visuais, recém formada, conseguiria trabalhar com crianças e adultos com espectro do autismo. Afinal, essa é uma área bastante restrita. Uma área, na época, bastante desconhecida. Cheia de neuropediatras e psicólogos... e poucos professores, muito menos de artes!

Bem, comecei minha vida profissional feliz da vida!


Achei que deveria estudar mais, fui por outros caminhos (maravilhosos tb!) e fiz o mestrado em educação/sociologia da infância. Achei que precisava de mais, fui atrás de todos os conhecimentos que a psicopedagogia podia me dar.

Agora, após muitas voltas... muitos caminhos...um intervalo para realizar o sonho da maternidade...para minha surpresa, volto ao mundo das artes!

Volto as oficinas de  artes com crianças e jovens autistas, podendo juntar todo o conhecimento adquirido da sociologia da infância, da psicopedagogia e a experiência de nove anos de trabalho com autismo!! Realmente parece um sonho!!

Por isso hoje resolvi compartilhar um pouquinho do trabalho que venho desenvolvendo.
Levando em conta todas as características especificas do transtorno do espectro do autismo, o perfil de cada jovem e a sua individualidade; tenho elaborado as oficinas para pequenos grupos. Aqui está uma pequena amostra.



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

JOGOS





Quebra cabeça de feltro
(2 peças)

Ideal para as crianças iniciarem a fazer quebra cabeça. Estimula o raciocínio lógico, atenção, discriminação visual e noção de simetria.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

JOGOS






Jogo da memória de feltro feito à mão 
(12 peças)

Além de ser visualmente muito bacana, este jogo estimula a identificação de figuras, conceito de igual e diferente, orientação espacial, memorização e pensamento lógico.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013


sexta-feira, 26 de julho de 2013

El Viaje de Maria

Filme lindo, cheio de referências artísticas e falando de forma muito bonita sobre o Autismo!!!


terça-feira, 16 de julho de 2013

Como Agir para proteger crianças e adolescentes da violência sexual

Crianças e adolescentes são cidadãos de direitos e em condição especial de desenvolvimento, precisando do apoio, orientação e proteção de nós adultos.
A responsabilidade de proteger meninos e meninas contra crimes como o abuso e a exploração sexuais não é apenas do Estado ou da família, mas de todos nós! Este dever está previsto na Constituição Brasileira!
O abuso é qualquer ato de natureza ou conotação sexual em que adultos submetem menores de idade a situações de estimulação ou satisfação sexual, imposto pela força física, pela ameaça ou pela sedução. O agressor costuma ser um membro da família ou conhecido. Já a exploração pressupõe uma relação de mercantilização, onde o sexo é fruto de uma troca, seja ela financeira, de favores ou presentes. A exploração sexual pode se relacionar a redes criminosas mais complexas e podendo envolver um aliciador, que lucra intermediando a relação da criança ou do adolescente com o cliente.
Não se omita, nem se cale frente a uma suspeita ou caso comprovado de violência sexual infantojuvenil!

O vínculo educador-aluno pode ser um caminho para crianças e adolescentes que vivenciam situações de violência sexual sairem de tais situações.
O professor/educador deve estar atento e preparado para observar sinais de violência e para ouvir os relatos dos alunos. Tanto na abordagem, como na escuta, o profissional deve se sentir capacitado e buscar ajuda de outros profissionais para melhor encaminhar esses casos.
Em caso de suspeita é importante ter um olhar cuidadoso e atento para identificar no comportamento de crianças e adolescentes sinais de violência doméstica e sexual. É importante perceber:
  • Se houve mudanças bruscas, aparentemente inexplicáveis, de comportamento da criança/adolescente
  • Mudanças súbitas de humor, comportamentos regressivos e/ou agressivos, sonolência excessiva, perda ou excesso de apetite
  • Baixa auto-estima, insegurança, comportamentos sexuais inadequados para a idade, busca de isolamento
  • Lesões, hematomas e outros machucados sem uma explicação clara para terem ocorrido
  • Gravidez precoce
  • Doenças sexualmente transmissíveis
  • Fugas de casa e evasão escolar
  • Fugas de casa e evasão escolar
  • Medo de adultos estranhos, de escuro, de ficar sozinho e de ser deixado próximo ao potencial agressor.     
 
     Quando for abordar ou escutar o aluno, o professor/educador deve:
  • Demonstrar disponibilidade para conversar e buscar um ambiente apropriado para tanto
  • Ouvir atentamente, sem interrupções, e não pressionar para obter informações;
  • Levar a sério tudo o que ouvir, sem julgar, criticar ou duvidar do que a criança diz
  • Manter-se calmo e tranquilo, sem reações extremadas ou passionais
  • Fazer o mínimo de perguntas necessário, utilizando linguagem acessível à criança/adolescente
  • Anotar tudo que lhe foi dito, assim que possível, pois isso poderá ser utilizado em procedimentos legais posteriores
  • Expressar apoio, solidariedade e respeito, e reforçar que a criança/adolescente não tem culpa do que aconteceu
  • Explicar à criança/adolescente que será necessário conversar com outras pessoas para protegê-lo(a)
  • Evitar que muitas pessoas saibam dos acontecimentos, para minimizar comentários desagradáveis e inapropriados, e a estigmatização da criança/adolescente
  • Se for entrar em contato com a família, é preciso ouvir anteriormente quais são as pessoas que a criança/adolescente aprova como interlocutores
  • Mostrar-se disponível para novas conversas, sempre que a criança/adolescente precisar
http://www.childhood.org.br/como-agir#1