"A história da deficiência é uma história de exclusão, discriminação e estigmatização. Freqüentemente separadas da sociedade, as pessoas com deficiências e, em particular, as crianças com deficiências, foram consideradas, ao longo da história mundial, como objetos de caridade e receptores passivos de bem-estar e de programas de intervenção. A investigação académica atual tem se preocupado em diferenciar as crianças, de acordo com as suas deficiências, a partir da medição dos corpos e das mentes seguindo as normas físicas e cognitivas estabelecidas pela sociedade. Também tem se preocupado em dar conselhos, de acordo com as perspectivas médicas e psicológicas, para o desenvolvimento de um trabalho com crianças portadoras de deficiências. Poucas vezes as “vozes” destas crianças têm sido ouvidas nas investigações, ou quando aparecem são ligadas as questões de assistência médica e escolar. A partir daí, traça-se uma noção de “crianças deficientes” como um grupo homogêneo, passível de ser generalizado. Sendo assim, defendo a heterogeneidade social da população com deficiências e incapacidades considerando que “as diferenças de origem e de posição sociais destas pessoas e dos seus familiares determinam distintos graus e tipos de discriminação e de vulnerabilidade social” (Casanova, 2008:3)."
(trecho da tese "mas eu não sou um menino igual aos outros" de Inês Silva)
(trecho da tese "mas eu não sou um menino igual aos outros" de Inês Silva)
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